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Tangas Lésbicas

lésbicas de tanga na tanga - em busca do seu passo doble perfeito - desfiando as linhas que cosem as tangas - que nos devolvem envolvem - pingas que tingem a linha da tanga - todas as tangas são iguais - mas estas são as melhores - tangas lésbicas

Tangas Lésbicas

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uma questão de sofás

- O que é que aconteceu à minha sala?
- À nossa sala, quer a menina dizer.
- Nossa, minha, seja de quem for… O que é isto?
- Resolvi assumir a minha teoria do sofá.
- Qual teoria? Lá vem coisa…
- Não seja assim. Não leu o penúltimo post?
- Li, claro. E estava cheia de esperanças de que a menina continuasse no limbo. Já vejo que esperei de mais. Agora, ainda por cima, enche-nos a sala de sofás.
- Isso, dito assim, soa a vulgaridade. Mas quando eu lhe explicar, vai ver que tem montes de substrato.
- Eu quero lá saber do substrato… Já me estou mesmo a ver a saltar de sofá em sofá para me mexer nesta sala.
- Ora aí está parte da teoria do sofá!
- O quê? Saltar de sofá em sofá?
- Exactamente.
- E por que razão se há-de andar a saltar de sofá em sofá? Não basta um de cada vez?
- Aí é que está o busílis da questão: nem sempre se está na disposição do mesmo sofá.
- Não?!
- Não, claro. A verdadeira lésbica precisa de, pelo menos, três sofás para se expressar com total liberdade.
- Essa é nova. Mas elabore, que eu hoje estou toda ouvidos.
- Pois é. A lésbica que se preza tem um sofá para o limbo, que é esse aí vermelhinho, confortável e um bocado afastado dos outros.
- Isso tem um sentido, suponho…
- Claro que tem. Esta coisa de ser lésbica tem que se lhe diga. Por isso, de tempos a tempos, recomendam-se umas semanitas de sofá vermelho, para a introspecção e para os pequenos vícios: a caneca do café, as meias velhas, os headphones para a música pungente, o comando da têvê para saltar de filme para filme. Tudo o que é preciso para a purga da alma. No fundo, substitui o armário, a dor de corno, a pusilanimidade. Está a seguir-me?
- Em choque, mas acho que sim…
- Muito bem. A seguir vem o sofá da emancipação, que é o amarelinho e que está no meio dos outros dois para ilustrar de forma simbólica a luta de qualquer sofá para pensar, se expressar e comunicar livremente o seu eu interior.
- O sofá?!?
- Não, que disparate. As lésbicas, nós. Estava a falar em sentido figurado.
- Ufa… Ainda bem. Já estava a ver que tinha de lidar com sofás e alucinações ao mesmo tempo. Muita coisa junta na mesma sala…
- Adiante, então. A seguir vem o sofá dos afectos, que é esse maiorzinho com espaço para duas pessoas.
- Apertadas, não acha?
- Pois claro que ficam apertadas. Para é que uma lésbica quer um sofá dos afectos se não for devidamente apertado? Quer experimentar?
- Só se for o do meio, para protestar contra a enchente de sofás nesta sala.
- Tem a certeza que não quer sentar-se antes no terceiro?
- Tenho. E, já agora, a menina senta-se no primeiro e não sai do limbo até descobrir uma maneira de pôr pelo menos um sofá daqui para fora.
- Vou sentar-me já no do meio para protestar contra as suas ameaças à minha liberdade de expressão.
- Olhe, sente-se onde quiser e proteste o que quiser. Se demorar muito, chamo os irmãos Emaus para levarem daqui a mobília.
- Acho que tenho de arranjar um sofá para as brigas conjugais…
- Tem é de me desaparecer da frente antes que eu lhe faça um pré-aviso de divórcio!

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