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Tangas Lésbicas

lésbicas de tanga na tanga - em busca do seu passo doble perfeito - desfiando as linhas que cosem as tangas - que nos devolvem envolvem - pingas que tingem a linha da tanga - todas as tangas são iguais - mas estas são as melhores - tangas lésbicas

Tangas Lésbicas

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eu cá não gosto do levi

Eu cá proponho que, no melhor estilo literário português, se envie a imagem abaixo numa mensagem ao jornal 'O Primeiro de Janeiro' (clicando com o rato do lado direito, copiam a figura e colam-na no vosso mail), em protesto contra a eminência (muito, aterradoramente) parda que escreveu o artigo abaixo.

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«Piedra de Toque

Levi Guerra*

Vargas Llosa é Prémio Nobel da literatura. Escreve ao Domingo no El País que é um diário independente da vizinha Espanha a que recorro com alguma regularidade dentro da informação internacional que me esforço por acompanhar. Piedra de Toque é o título da sua rubrica. Não é que me sai em 26 de Junho passado com uma crónica sobre El matrimonio gay?!!! Defendendo-o como um sinal de maturidade política da sociedade espanhola. Disse ser um acto de justiça, “que reconoce el derecho de los ciudadanos a eligir su opcion sexual en ejercício de su soberania,… y que reconoce a las parejas homosexuales el derecho de unir-se y formar una familia y tener descendencia...y constitye un gran avanço hacia la lenta, irreversible acceptación por el conjunto de la sociedad – por la gran mayoria al menos- de la homosexualidad como una manifestación perfectamente natural y legitima de la diversidad humana…en …seres humanos normales e corrientes cuya opcion sexual debe ser aceptada y reconocida como perfectamente legítima por el conjunto da sociedad”…E conclui:” No tiene sentido atacar a un Gobierno por … haber hecho avanzar, con esta ley, la democratización y modernizatión de la sociedad española.
Em tudo o que vou dizer daqui para a frente, não me move agitar qualquer bandeira religiosa ou ideológica. , muito menos o que Llosa designa por “siglos de ignorância, estupidez, oscurantisnmo dogmático e retorcidos fantasmas del inconsciente que satanizaran a homosexualidade designando-a por anormal…
Remeto-me à minha condição de médico, de homem da biologia que ensinei, de cidadão que é pai e avô, e que continua no contacto regular duma actividade médica que, apesar da idade, persiste estimulante. E olho o mundo, como é e como foi, e reflicto no como virá a ser, sem pretender ser profeta que para tal não tenho missão. Há no reino animal e vegetal reproduções assexuadas, e fases até assexuadas alternando com fases sexuadas. Não vejo, nunca vi, galos galarem galos, vacas ou éguas entreterem-se em jogos de sexualidade, a masturbação é possível nos cavalos de raça mas os criadores abatem-nos porque deles não esperam “campeões”, e não é querer dizer que igual conotação haja a dar à masturbação no homem que creio, no entanto, não dever ser eleita como acto de saúde recomendado qual exercício biológico como quem activa membros por activar, por exemplo os braços com os vai e vem duns quaisquer alteres. E viram-se carneiros a montarem carneiros, ou bois a montarem bois, ou coelhos a cobrirem coelhos, ou leões a leões, ou cães a cães, ou, ou, ou, ou macacos em jogos eróticos com macacos, e macacas com macacas?
Não, no reino dos seres vivos mais diferenciados a homosexualidade não existe nessas espécies tal como se quer defender como normal se isso se passa entre homens, ou entre mulheres.
A antrolopogia é a ciência que estuda especificamente o homem e a mulher. Que tribus aí se descobriram já onde se tenha praticado a homosexualidade? E nos haréns? Aí sempre houve mulheres de sobra, não “aproveitadas”, e foi que se entretiveram em jogos homosexuais entre si para seu gáudio e forma de estar? Nunca ouvi tal. E houve aí, nas civilizações que nos precederam, haréns de homens? Onde califas “machos” tivessem preferido homens a mulheres para os seus “deleites” eróticos? Onde?
Então, diga-me, o senhor Llosa, e outros Llosas onde é que está a “naturalidade” da homosexualidade no homem normal!!!
Ah! Mas eu, mesmo sem ser psiquiatra, e sobretudo porque não sou psiquiatra, aprendi da Medicina, do treino médico que me foi dado e do que a prática me ensinou, que a homosexualidade é um “desvio” de comportamento, é um estado de doença comportamental. E não vejo sumidades de sexólogos a defenderem que a homosexualidade deva ser instalada como uma forma normal do existir social do homem, e até instada. Os psiquiatras, que bem sabem que não tive nunca nenhum acto de menor consideração para com eles, sabem , e direi, sabemos, que perante um seu doente que se lhes vai queixar das suas tendências homosexuais evitam naturalmente rotulá-los de doentes, mas antes ajudá-los a tentarem identificarem donde terá vindo, ou quando terá surgido, tal tendência, e apaziguam-nos, e não me parece que não tentem, até onde se imponha a prudência e o realismo clínico da situação, estimulá-los a preferirem a heterosexualidade. Dir-me-ão, por certo, que isso já se não faz muito, porque não dá sucesso, o mesmo é dizer que é incurável. Seja isso, não discuto, como não discuto a incurabilidade doutras doenças. Mas o que não deixo é de dizer que a homosexualidade é uma doença do foro psiquiátrico.
Ora valha-me Deus, eu não sou contra nenhum doente, nem me repugna nenhuma doença, como a lepra que tratei em África, ou a sífilis, ou o cancro mole –com toda a conotação social negativa que arrastavam- ou agora a SIDA que só não trato porque não sigo o desenvolvimento rápido das terapêuticas específicas de aplicação só Hospitalar.
Sou, por isso, um homem da Biologia, essencialmente médico, e que nunca desrespeitei nenhum doente em circunstancia nenhuma da minha vida profissional. Tratei homosexuais com doenças do foro onde mais me especializei, e nunca os discriminei. Houve professores homosexuais a que convidei para darem certas aulas ou fazerem conferências em áreas científicas que nada tinham com a sua doença homosexual, como convidei outros que eram bronquíticos, ou que eram mancos, ou com defeitos motores ocasionados, por exemplo, pela paralisia infantil,ou que sofriam do coração, do fígado ou dos olhos. O que é doença é doença. Quem é doente procura legitimamente auxílio médico e recorre, se necessário, à solidariedade social que os deve apoiar. Não os homosexuais? Ah! Se quiséssemos explorar este capítulo, onde chegaríamos? Não vou por aí.
Não venha o Senhor Llosa , ou outros Prémios Nóbeis quaisquer –e que hoje já tão desacreditados estão…- defender que se dê aos pares homosexuais os mesmos estatutos que à Família donde eu nasci, e penso que ele também, com um Pai e uma Mãe. E isso porque biologicamente não podem ser pai e mãe, sendo do mesno sexo, a não ser como produtos duma qualquer quimérica e ameaçadora “clonagem”, ou serem esses seus filhos, filhos adoptados doutros pelos homosexuais. Como pode vir o senhor Llosa falar que esta denúncia e reprovação antropológica que aqui trago é “obscurantismo dogmático”, “fantasias retorcidas do inconsciente”, “ignorância” ? Sou mais homem de Biologia que ele alguma vez foi! Sou, pelo menos, de opinião contrária à sua. A vós, leitores, o juízo.

*Médico e Professor Universitário
Escreve, semanalmente, no JANEIRO aos domingos»

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