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Tangas Lésbicas

lésbicas de tanga na tanga - em busca do seu passo doble perfeito - desfiando as linhas que cosem as tangas - que nos devolvem envolvem - pingas que tingem a linha da tanga - todas as tangas são iguais - mas estas são as melhores - tangas lésbicas

Tangas Lésbicas

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redoma hetero

- A menina já se deu ao trabalho de ler isto?

- O quê?

- Estas estatísticas sobre as primas. São assustadoras...

- Deixe-me ver.

- Tome lá. Até estou arrepiada.

- "Cerca de 90 por cento das lésbicas e gays crescem em lares hetero." É isto?

- Exactamente. Não é espantoso?

- "Com consequências devastadoras sobre o seu desenvolvimento psicológico e futura capacidade para acreditarem em si mesmos enquanto indivíduos de pleno direito, afectando globalmente a sua forma de interagir com os outros e provocando mesmo uma forma de stress pós-traumático cujas consequências ainda estão por avaliar."

- Veja lá... Inacreditável, não é?

- Lá isso é. "Estima-se que pelo menos trinta por cento dos pais destas lésbicas e dos gays são, eles próprios, homossexuais no armário, contribuindo muitos deles, por esse facto, de forma negativa para a educação das crianças. A sua forma passiva e reprimida de viver a sua sexualidade traduz-se, amiúde, em conceitos negativos sobre a sua condição que afectam o pleno desenvolvimento dos seus filhos e filhas."

- E veja aqui: "A maioria dos pais hetero reprime ou contraria de alguma forma as tendências destas crianças, sugerindo desde uma tenra idade a sua inadequação perante a sociedade, com gravíssimas consequências para a sua auto-estima. Cerca de 80 por cento submete-os mesmo a tratamentos psicológicos e/ou psiquiátricos para os obrigar a mudar a sua forma de estar. Em alguns casos recorrem mesmo a internamentos forçados e, quando essa medida se revela inútil, são comuns as agressões físicas,  A expulsão do lar familiar é outra medida repressiva habitual durante a adolescência das lésbicas e dos gays." 

- Incrível...

- "Apenas uma minoria destes pais hetero apoia a orientação sexual dos seus filhos. Mesmo assim, na maioria dos casos as crianças e adolescentes são confrontadas com uma reacção de dor, tristeza ou preocupação por parte dos progenitores, sintomas 'resignados' de que a sua condição é claramente uma desvantagem em relação aos outros." 

- Que coisa! E olhe esta parte aqui: "A maioria das lésbicas e dos gays que passaram pela terapia 'correctiva' confessa ter sentido, pelo menos, terror, vergonha e culpa, durante as sessões de tratamento a que foram sujeitos. Na maioria dos casos, os profissionais de saúde limitavam-se a confirmar as noções negativas impostas pela família e a reafirmar todos os sentimentos de inadequação dos indivíduos, recorrendo por vezes a tácticas de autêntico terror para condicionar as crianças e adolescentes homossexuais."

- E com tanto cuidado que há hoje com as crianças e com a legislação para as proteger, não há mecanismos de controlo desses abusos cometidos por profissionais de saúde e famílias repressoras?

- Aparentemente, este tipo de abuso de poder não é uma prioridade para as autoridades: "O problema parece estar no facto de se considerar que estes casos afectam apenas uma minoria pouco expressiva da população. E uma vez que os graves efeitos destas péssimas práticas pedagógicas e psicológicas só se revelam em pleno muitos anos após a sua ocorrência, é fácil dissipar as causas entre muitos factores que entretanto se verificam na vida dos indivíduos. Muitas vezes, são os educadores dessas pessoas e os profissionais que os maltrataram a consubstanciar outras razões para as consequências dos seus abusos nas lésbicas e nos gays. Seria necessário implementar medidas oficiais de denúncia dessas práticas para que começassem a ser entendidas como crimes inaceitáveis contra o indivíduo."

- É isso mesmo! Não há nenhuma comissão das Nações Unidas para a protecção de jovens e menores homossexuais em risco?

- A menina é crente...

- Estou a falar a sério.

- Bem sei. Ouça esta parte, que também é interessante: "A maioria dos hetero criados por mães lésbicas e pais gay é, em contrapartida, educado com grande liberdade. A preocupação das mamãs e papás homossexuais com o que consideram injusto e discriminatório pode estar a formar uma nova geração de heteros conscientes e pouco dispostos a contemporizar com esta realidade."

- E não acha que eles, mesmo assim, serão uma minoria?

- Talvez não. Até porque hoje em dia, a norma já é outra. É rara a prima ou o primo que não tenha família ou amigos hetero. Agora até nós reparamos neles.

- É verdade. É apenas uma realidade ainda não assumida. Acha que também vai haver um armário hetero?

- Não me parece. Acho que já há é uma redoma hetero, em que eles guardam as chaves do armário. Leia esta parte: "A maioria dos estudos e estatísticas sobre lésbicas e gays refere apenas a percentagem de homossexuais que se assumem inteiramente. Não a maioria que, ainda condicionada pelos abusos hetero, continua a acreditar que é melhor mentir do que revelar a sua verdadeira orientação sexual."

- Mas é um gato escondido com o rabo de fora, não é?

- Claro. Porque depois não resistem a aparecer nos restaurantes, nas discotecas, nas festas e em todo o lado. A multidão dá-lhes força. Mas confessar, cara a cara com um investigador, para efeitos de estatística, continua a ser o "pecado" que vem desde a infância, com a gravação da voz do papá e da mamã muito pouco satisfeitos com as "brincadeiras" que a menina ou o menino tiveram.

- Ainda vão ser necessárias um par de gerações para erradicar o veneno.

- É verdade. E eu agora precisava que a menina me erradicasse aqui um veneninho que me está a roer por dentro...

- Está? Eu tenho ali dentro um remédio sensacional. Quer experimentar?

- Não pode ser aqui mesmo? É que já mal me aguento. Acho que estou a sucumbir ao tal veneno...

 

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