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Tangas Lésbicas

lésbicas de tanga na tanga - em busca do seu passo doble perfeito - desfiando as linhas que cosem as tangas - que nos devolvem envolvem - pingas que tingem a linha da tanga - todas as tangas são iguais - mas estas são as melhores - tangas lésbicas

Tangas Lésbicas

lésbicas de tanga na tanga - em busca do seu passo doble perfeito - desfiando as linhas que cosem as tangas - que nos devolvem envolvem - pingas que tingem a linha da tanga - todas as tangas são iguais - mas estas são as melhores - tangas lésbicas

livrai-me da tentação ó senhora...

Estou tristíssima. Ninguém foi comigo ao arraial. Suspeito que exagerei no 'look'. Mas foi numa de inocência, juro.
O que eu não estava à espera era de me cruzar com quem me cruzei: a senhora dona Maria José,imaginem. Em pleno domingo, em plena rua. Não acham uma coinciência incrível? Ai, que eu tenho tanta fé nestas coisas...
Tenho de vos confessar uma coisa - ela é antipática, tem sempre uma expressão mal disposta, carrancuda, de quem está prestes a ferrar uma dentada em quem quer que seja que lhe pise ou imagine sequer que lhe vai pisar os calos. E sabem que mais? Dá-me cá uma coisinha dentro quando a vejo tão infeliz e zangada com tudo. Quase me provoca ternura...
Ó senhora dona Maria José: eu sei que a senhora é um perigo, que nos vai maltratar a todas se por acaso tivermos o azar de a deixar ganhar a câmara de Lisboa - o que era muito bem feito por ser a única mulher, entende, que estes machos de meia tijela que agora se armam em políticos, ninguém sabe onde os vão buscar, caramba, de tão maus e tão malfadadamente chauvinistas (tenho de fazer uma excepção ao Carrilho que, além do perfume, que é bom que se farta, está casado com aquele mulheraço, a Bárbara).
Ó senhora dona Maria José: se os tempos fossem outros eu não podia escapar ao meu destino e tinha de lhe pedir autorização para lhe fazer a corte. Sabe como é, um raminho de flores todas as sextas-feiras, com a esperança de a pôr a pensar em mim todo o fim-de-semana, uma serenata com a tuna universitárias das primas lésbicas da Universidade de Coimbra e Porto e Lisboa (ninguém sabe que elas existem, por isso veja lá a originalidade...), uma mensagem de amor nos painéis electrónicos do viaduto Duarte Pacheco, no do Campo Pequeno e no Marquês de Pombal: "Maria José: és o meu sol, a minha lua, a minha maré, a abelha na minha flor..."
Não era lindo?
Claro que isto são só exercícios de imaginação, mas já me estou mesmo a ver de coleira e trela (a senhora dona Maria José na outra ponta, claro), de joelhos, a rezar o terço, "Avé Maria José, senhora de todos os meus pecados, rogai por mim que peco por vós e apenas por vós, agora e a qualquer hora que queira, assim de joelhos à beira da sua cama (sempre gostei de lençóes de cetim negros), dominada e subjugada à tua vontade e aos teus caprichos, ó misericordiosa senhora livra-me das tentações e eu prometo, não, juro pelo que quiser que, enquanto sentir o seu pingalim na minha pele não olho para mais nenhuma mulher, boazona, prima, nem sequer em fotografia. Avé, senhora, avé..."

Ai, ai...

aí vou eu!

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Já estou pronta para logo: t-shirt branca, óculos escuros, banho de perfume, sorriso afivelado, ar meio distraído... Senhoras, não percam a minha chegada, não percam nada, nem a cabeça se não valer a pena!

percepção extra-sensorial - PES...

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A PES, ou a Percepção Extra-Sensorial, é o grande segredo da comunicação entre as lésbicas. É um segredo fantástico, guardado até agora com muitas outras bugigangas no fundo do armário. Mas acho que chegou a altura de pôr a nu este fenómeno de extraordinários resultados na vida de todos os dias de qualquer lésbica que se preze. E olhem que começa cedo, assim que damos os primeiros passinhos e começamos a autonomizar-nos em relação à locomoção supercisionada pela mamã e pelo papá. É que até essa altura não temos outro remédio senão deixar-nos orientar pelo ultra-protector discernimento dos nossos progenitores e torna-se impossível para nós exercer em pleno a PES.
Eis senão quando surge a tão ansiada liberdade de movimentos e passa a ser possível gatinhar ou correr à desfilada para os braços da melhor amiga da mamã, aquela que está sempre lá em casa e que tem aquele olhar meigo e compreensivo e que é capaz de antecipar os nossos mais pequenos anseios (além dos da mamã, claro).
Tudo isto de deve à PES, não duvidem. Sem ela jamais teríamos sido capazes de descobrir, em tão tenra idade, qual das amigas da mamã partilha exactamente o mesmo tipo de afectos que nós e, a partir daí, o mundo não tem limites para nós: passamos às coleguinhas de escola, às professoras, às desportistas que frequentam as mesmas aulas de ginástica, natação e vólei que nós, às mamãs das nossas amigas, a algumas irmãs, às amigas das amigas de outras amigas e por aí adiante.
Certeira e omnipresente, a PES orienta meticulosamente os nossos olhares e a nossa busca na direcção adequada, fazendo com que nunca nos escape um olhar, um gesto, uma palavra ou uma situação reveladora de outras lésbicas num considerável raio de acção à nossa volta.
Graças à eficaz PES, não nos escapam a maior parte das criaturas interessantes que se cruzam por acaso ou nem por isso na nossa vida. É, de facto, a PES que orienta e proporciona a maior parte dos nossos encontros imediatos de décimo e enésimo grau, que garante o êxito das nossas primeiras actividades exploratórias, os primeiros beijos e até as primeiras decepções.
E assim se mantêm as coisas pela vida fora, com a familiar PES sempre ao nosso lado e trabalhando incansavelmente a nosso favor no trabalho, na rua, nos bares, nas festas e até no seio da família.
Agora digam-me: quem é que nunca sentiu a influência da PES? Quem é que nunca olhou po cima do ombro e cruzou os olhos com alguém tendo a nítida precepção (extra-sensorial) de que ali estava uma alma gémea, de respectiva PES a tiracolo, aguardando o momento da revelação através de um simples olhar, sorriso ou gesto de cumplicidade?
Em suma, a PES é uma realidade incontestável e incontornável. Uma evidência já bem quém da possível negação. Quem ousaria contestar esse facto? Não nós, certamente, lesbo-PES-utilizadoras. Doa a quem doer e pese embora a total ausência de critério que caracteriza essa nossa qualidade. Sim, porque à PES tanto se lhe dá que a menina goste de magras ou gordinhas, de ricas ou pobres, de intelectuais ou desportistas, de simpáticas ou loucas varridas. Ela lança indiscriminadamente os faróis para qualquer lésbica detectável no nosso imediato raio de acção, sem medidor de consequências, como o fiscal de uma feira, para quem a venda de pechisbeque ou de legumes é perfeitamente igual, desde que se pague a licensa.
Agora, alguma de vós já teve a prova incostestável da existência da PES?

pride connosco pois então

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vem aí o pride, que bom! já vamos poder encher o bandulho de cerveja ou de vinho ou de sangria, que alegria. e sorrir com segundas e terceiras intenções para a pikena do lado com a boca cheia de chouriço e fartura, e os dedos cheios de gordura a passar pelas calças de ganga - não vá ser preciso dar a mãozinha à menina que está de sandálias e tem de ser ajudada a sentar-se num tronco de árvore. não esquecer as pastilhas elásticas com sabor a menta, que pode ser que nos calhem uns beijos e fica a modos que mal estar a arrotar a cachorro ou a cebola - e o vinho carrascão colado aos espaços entre os dentes, deus meu! será que vai haver música, que vamos poder dançar ao som do marco paulo? pois já que aqui também há pimba, poupem-nos as gainors e careys, certo? só dos manjericos é que não gramo, que me parece duma pinderiquice tremenda oferecer plantas murchas à pikena dos meus sonhos, abrenúncio, que ainda se me cola o mofo ao romance... e os mirones, tão kridos, parece que nunca viram, de boca aberta a fazerem-se modernos, mas a babar sabe-se lá por donde (nem kero saber, pra não vomitar, que a altura é de festa e há que ser politicamente correcto e fazer de conta que se é tolerante e responder bem a toda a gente e repetir mais umas mil vezes que o nosso amo é como o dos outros, pois então, não havia de ser...). ai que saudades eu tenho do joão soares, que ao menos não usava tacões altos como o pedrito de portugal, nem melenas à balsemão. ó senhor josé ministro, também vai? vai? ou vai dizer-nos que o calhau fica longe pra burro e que à noite até nem se deve andar por ali que aquilo é podre de mal frequentado? ai que saudades eu tenho do krus abecassis, que a pretexto de ser católico aquilo é que eram umas pegas de caras!... ao menos não erradicava ninguém para os subúrbios das galinheiras a pretexto de não sei que conveniências municipais. era não e pronto! mas, minhas caras amigas, vamos lá pró arraial dar à anca e às pestanas, não vão as manas drags ficarem com a fama e o proveito. afinal, o people é que sabe e a gente anda a precisar de derramar as vistas pelas diletantes e recém-chegadas, já para não falar nas amazonas à moda antiga que lá hão-de estar a assegurar que nada mudou e que estamos todas ali pró mesmo. bora pró convívio!